Força Para Viver Espiritualidade

A vida, na verdade, não é fácil. A família, o trabalho, o futuro e até as coisas mais simples e bonitas da vida, perdem a sua cor e alegria quando nos faltam as forças para lutar e vencer. Através desta viagem pela Bíblia, em 29 lições, será conduzido, através de citações e questões, a respostas sobre a fiabilidade da Palavra, a natureza de Deus, o que acontece após a morte e o plano da salvação. Tenha uma vida com sentido e encontre força para viver!

Lições

Falsificando a Constituição de Deus

O Sábado é um elo eterno de ligação com o nosso Criador.

As profecias de Daniel e de Apocalipse revelam uma luta titânica entre o bem e o mal pouco antes de Jesus voltar. Esta última batalha do Grande Conflito centra-se na Lei de Deus (Apocalipse 12:17). Satanás odeia os princípios eternos que são a base do Governo do Céu. Ele deseja levar todos a violarem a Lei de Deus e a desrespeitar o próprio fundamento da felicidade. O ataque especial do inimigo centra-se sobre o quarto mandamento, que exalta Jesus como Criador.

Tal como descobrimos na lição nº15, o Sábado do sétimo dia é um memorial da autoridade criadora de Cristo. É um símbolo eterno tanto do nosso ?descanso em Cristo? para a Salvação, como da nossa absoluta lealdade para com Ele. O Sábado é um elo eterno de ligação com o nosso Criador. Muitos Cristãos sinceros perguntam: ?Como foi o dia de repouso mudado do sétimo para o primeiro dia da semana? Porquê? Existem informações na Bíblia que anunciem uma tentativa para mudar a Lei de Deus?? A resposta a estas perguntas encontra-se numa visão simbólica dada ao profeta Daniel.

Textos Bíblicos para Estudo

Daniel 7:2-3 Jeremias 49:36-37 Apocalipse 17:15 Daniel 7:17 Daniel 7:23 Daniel 7:3-7 Daniel 7:8 Daniel 7:23-24 Daniel 7:25 Daniel 8:12 Atos 20:29-31 João 17:17 Mateus 6:33

Complemento ao Estudo

  • Em Daniel 7, o profeta descreve quatro grandes animais que saíram do mar (versículo 3). Eles representam quatro grandes reinos que surgem (versículo 17). Como estudámos em Daniel 2, os quatro grandes impérios que governaram em sucessão desde o tempo de Daniel são Babilónia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Os quatro animais de Daniel 7 são uma descrição correcta destes quatro grandes poderes governantes. Um leão com asas de águia foi encontrado nas moedas de Babilónia e nas paredes de tijolo dos antigos edifícios de Babilónia. O rei dos animais é um símbolo adequado para o rei dos impérios. O profeta Jeremias descreve Babilónia como um leão (Jeremias 4:7). A Medo-Pérsia, sendo um império composto por dois povos, tornou-se proeminente ao destruir a Lídia, a Babilónia e o Egipto. Pouco depois, os Persas ganharam a ascendência sobre os Medos. A Bíblia descreve correctamente este império como um urso que se levanta sobre um dos seus lados e com três costelas na sua boca. Um leopardo com asas descreve claramente o terceiro império, a Grécia. Alexandre, o Grande, conquistou rapidamente as nações do seu tempo. O animal semelhante ao dragão, temível, terrível e espantosamente forte descreve adequadamente a ferocidade de Roma.

  • O império romano não foi vencido por um quinto império mundial. Caiu a partir do seu interior. Foi dividido. As nações, tanto da Europa Ocidental, como Oriental, são o que resta do antigo império romano.

  • Nas profecias de Daniel, um chifre é um símbolo de poder. Este poder começa pequeno e, subtilmente, cresce de modo insuspeito até se tornar numa força mundial dominante. Seja quem for este chifre pequeno, ele surge entre os 10 chifres, as divisões do império romano. Surgindo a partir de Roma, ele domina o mundo.

  • O chifre pequeno surge após a queda do império romano. As bases para o seu aparecimento e proeminência foram postas na última parte do século quarto e ao longo do século quinto (351-476 A.D.), quando Roma estava a ser invadida pelas tribos bárbaras vindas do Norte.

  • Na Bíblia, os olhos representam sabedoria ou entendimento (Efésios 1:18). Os antigos profetas eram chamados videntes. Eles viam o futuro graças à sabedoria divina. Este poder não tem os olhos da sabedoria de Deus. Ele substitui a verdade divina pela sabedoria humana. O chifre pequeno substitui as reivindicações eternas da Lei de Deus pela autoridade humana. Coloca tradições humanas no lugar da Lei de Deus. O chifre pequeno oprime aqueles que não aceitam a sua autoridade. Defende as suas tradições e persegue aqueles que não se conformam com elas.

  • O profeta Daniel usa a expressão ?tempo, tempos e metade de um tempo?. Apocalipse 12:14 usa esta mesma expressão ?tempo, tempos e metade de um tempo?. Apocalipse 12:6 explica este período como sendo de 1260 dias. Na profecia bíblica, um dia profético equivale a um ano literal (Ezequiel 4:6; Números 14:34). Uma vez que um dia profético equivale a um ano literal, 1260 dias equivalem a 1260 anos. Em 538 A.D. a Igreja de Roma tornou-se no único poder religioso dominante na Europa. O imperador romano pagão Justiniano deu ao Papa de Roma autoridade civil e religiosa. Disto resultou uma severa perseguição. A Idade Média seguiu-se imediatamente a esta união. O povo de Deus foi preso, torturado e martirizado. De 538 A.D. até 1798 A.D. esta união da Igreja e do Estado continuou por toda a Europa.

  • O apóstolo Paulo predisse que surgiriam falsos mestres religiosos. Em Daniel 7:24 o chifre pequeno é descrito como sendo diferente dos outros 10 chifres. Os 10 reinos de Roma eram políticos. O chifre pequeno é, claramente, um poder religioso apóstata.

  • Perguntemos a nós mesmos: Que poder surgiu com a destruição de três das 10 tribos em que Roma pagã foi dividida (Daniel 7:8)? Que poder surgiu de Roma após a divisão do império romano entre 351 A.D. E 476 A.D., não como um poder político, mas como um poder religioso (Daniel 7:8)? Que poder religioso surgiu de Roma nestes primeiros séculos e que tinha um homem como chefe ou líder visível (Daniel 7:8, 24)? Que poder fez presunçosas e vangloriosas afirmações quanto à sua autoridade (Daniel 7:25)? Que poder perseguiu o povo de Deus, reinou por 1260 anos e tentou mudar a Lei de Deus (Daniel 7:25)? Só há um poder na História que poderia corresponder a esta clara identificação ? a Roma papal. Notemos como ela se ajusta à descrição de Daniel:

A História revela que a base do poder de Roma se expandiu gradualmente, à medida que destruía aqueles que se atravessavam no seu caminho. É parte da natureza humana querer esmagar a oposição, numa tentativa de tornar mais sólida a base do seu poder. Esse poder tornou-se dominante ao provocar a destruição de três das tribos: Hérulos, 493 A.D.; Vândalos 534 A.D.; e Ostrogodos, 538 A.D. (veja Gibbons, The History of the Decline and Fall of the Roman Empire, vol. 4, capítulos 39 e 40). Era diferente dos seus antecessores. Afirmava ter domínio tanto sobre as almas como sobre os corpos dos homens. Historiadores deste período confirmam que mais de 50 milhões de pessoas morreram por causa da sua fé na Palavra de Deus. O Papado reinou supremo durante 1260 anos. Em 533 A.D., o imperador romano Justiniano designou o bispo de Roma como bispo supremo de todas as igrejas. Em 538 A.D., o general romano Belisário expulsou os Ostrogodos de Roma. O Papado foi o poder político-religioso supremo na Europa de 538 A.D. até 1798 A.D.. O general francês Berthier, comandante ao serviço de Napoleão, prendeu o Papa em 1798. As predições de Daniel sobre a ponta pequena encontraram o seu cumprimento no cativeiro do Papa em 1798.

Afirma o Papado ter mudado o dia de repouso e adoração? O Papado reconhece claramente ter mudado o dia de repouso e adoração do Sábado, o sétimo dia da semana, para o Domingo, o primeiro dia da semana. Declara que essa mudança é um acto da sua autoridade eclesiástica. As afirmações indicadas abaixo cobrem os últimos 100 anos e demonstram claramente o consenso do pensamento da Igreja sobre a mudança do Sábado. ?A Igreja Católica, mais de mil anos antes da existência de um Protestante, em virtude da sua missão divina, mudou o dia do Sábado para o Domingo? (The Catholic Mirror, Setembro 1893).

?Pergunta: Qual é o dia de repouso?

Resposta: O dia de repouso é o Sábado.

Pergunta: Por que razão observamos o Domingo em vez do Sábado?

Resposta: Porque a Igreja Católica transferiu a solenidade do Sábado para o Domingo? (Peter Giereman, The Convert?s Catechism, 1948, p. 50).

?A Igreja, ... após ter mudado o dia de repouso do Sábado judaico, ou sétimo dia da semana, para o primeiro dia, fez com que o terceiro mandamento se referisse ao Domingo como dia para ser santificado como Dia do Senhor? (Catholic Encyclopaedia, vol. 4, p. 153).

A tradição humana nunca pode substituir a verdade divina. Os mandamentos dos homens não são substitutos adequados para os mandamentos de Deus. Nenhum poder humano tem a autoridade para mudar a Lei de Deus, escrita pelo Seu próprio dedo em tábuas de pedra. Jesus convida-nos a ouvirmos apenas a Sua voz. Ele diz: ?Se me amais, guardareis os meus mandamentos? (João 14:15).

  • Deus apela amorosamente aos Seus verdadeiros seguidores para Lhe obedecerem de boa vontade. A nossa obediência é um sinal do nosso profundo amor. Ele convida-nos a voltarmo-nos dos mandamentos dos homens para a Lei de Deus. Nenhum ser humano tem autoridade para mudar a Lei de Deus. É muito mais do que uma questão de dias. É uma questão sobre Quem é o Senhor. Jesus convida-nos a reconhecermos n?Ele o supremo Senhor e Rei.

  • AFIRMAÇÕES ADICIONAIS SOBRE A MUDANÇA DO SÁBADO:

?Pode ler-se a Bíblia do Génesis ao Apocalipse e não se encontrará uma única linha que autorize o a santificação do Domingo. As Escrituras impõem a observância religiosa do Sábado, um dia que nós nunca santificámos? (J. Gibbons, Faith of Our Fathers, p. 111)

?A observância do Domingo pelos Protestantes é uma homenagem que prestam, apesar deles mesmos, à autoridade da Igreja Católica (Plain Talk about Protestantism, p. 213).

?... os fundamentalistas encontram-se para adorar no Domingo, no entanto, não existe prova alguma na Bíblia de que o culto público deva ser realizado aos Domingos. O Sábado judaico, ou dia de repouso, era, claro está, o sétimo dia. Foi a Igreja Católica que decidiu que o Domingo deveria ser o dia de culto para os Cristãos, em honra da ressurreição? (Karl Keating, Catholicism and Fundamentalists, 1988, p. 38).

?O Sol era um importante deus no paganismo. ... O Sol ainda hoje tem adoradores na Pérsia e noutras terras. Na verdade, existe algo de real no Sol, fazendo dele um ajustado emblema de Jesus, o Sol da Justiça. Daí que a Igreja nesses países pareça ter dito: ?Mantenham esse antigo nome pagão. Ele permanecerá consagrado, santificado.? E assim, o Domingo pagão, dedicado ao Sol, tornou-se no Domingo cristão, consagrado a Jesus? (The Catholic World, Março 1994, p. 809).

?Mas, dado que o Sábado, não o Domingo, é especificado na Bíblia, não é curioso que os não-Católicos, que professam que a sua religião vem directamente da Bíblia e não da Igreja, observem o Domingo em vez do Sábado? Sim, claro, é inconsistente, mas a mudança foi efectuada cerca de quinze séculos antes do nascimento do Protestantismo. Eles têm continuado a observar o costume, embora ele repouse sobre a autoridade da Igreja Católica e não sobre um texto explícito da Bíblia. Essa observância é uma lembrança da Igreja-Mãe de onde saíram as seitas não-Católicas ? como um rapaz foge da sua mãe, mas ainda leva no seu bolso um retrato da sua mãe ou uma madeixa do seu cabelo? (Rev. John O?Brian, The Faith of Millions, pp. 421 e 422).

?O Protestantismo, ao descartar a autoridade da Igreja, não tem nenhuma boa razão para a sua teoria do Domingo, e deveria, logicamente, guardar o Sábado com os Judeus? (American Catholic Quarterly Review, Janeiro 1883).

?Ora, qualquer criança na escola sabe que o dia de repouso é o Sábado, o sétimo dia da semana; e, no entanto, com a excepção dos Adventistas do Sétimo Dia, todos os Protestantes guardam o Domingo em vez do Sábado, porque a Igreja Católica fez esta mudança nas primeiras épocas do Cristianismo? (Winnipeg [Manitoba] Free Press, 21 de Abril, 1884).

O Meu Compromisso Pessoal

Decido dar a minha obediência e lealdade a Deus como um sinal do meu profundo amor por Ele. Desejo ser fiel à Sua Lei, em vez de sê-lo aos mandamentos dos homens. Reconheço Deus com o supremo Senhor e Rei na minha vida.